09/04/2016




Entrevista com Mateus Sena, surfista vencedor do Grom Search

por Daniel Leiros e Gustavo Mestres


Matheus Sena (14) é surfista de Natal-RN e vem conseguindo grande visibilidade no esporte, tendo competido em vários campeonatos, como o Grom Search, no qual foi campeão.



    Os alunos Daniel Leiros e Gustavo Mestres, ambos do 8º ano, fizeram uma entrevista com Mateus Sena, aluno da Casa Escola e surfista vencedor do Grom Search, em março deste ano. Em uma conversa animada, ele falou sobre sua carreira, aflições e vitórias, bem como sobre seus estudos. Confira abaixo!

  1. Com quantos anos você começou a surfar?
    Começei a surfar com 3 anos, por influência do meu pai, pois ele me levava todo dia na praia. Sempre o via surfando, foi quando bateu a vontade de surfar também. Desde entao começei no esporte e venho treinando até hoje.

  1. Essa sempre foi a sua paixão?
    Com certeza! Desde que comecei a surfar nunca mais quis parar. E nem vou querer tão cedo.


Da esquerda para a direita, Mateus Sena, Gustavo Mestres e Daniel Leiros

  1. Você venceu, agora em março, o Grom Search. Como foi participar desse campeonato?
    Foi uma experiência incrível. Foram três etapas, uma em Santa Catarina, onde eu fiquei em 5º lugar, uma em Saquarema, na qual eu fiquei em 3º lugar, e uma outra em Maresias, a terceira etapa, em que eu dependia de uma segunda colocação para ser campeão do circuito. Conseguir chegar na final e consegui o título, o que foi muito bom. Sem contar que minha família estava toda lá, me assistindo.

  1. Você já ganhou outros títulos? Quais?
    Sou campeão estadual da categoria Sub-14, tricampeão paraibano e bicampeão Sub-10, também na Paraiba.

  1. Em entrevista, você falou: "Quando veio aquela onda eu pensei: 'é agora ou nunca', e fui. Deu certo. É sempre assim? Não dá tempo para pensar muito? 
    Com certeza! Na bateria são apenas 15 minutos, então não tem muito o que pensar, é pegar as ondas e fazer o seu melhor, para sempre conseguir o melhor resultado.

  1. Como é conciliar os estudos com o surf? Como a escola te auxilia nessa questão?
    Eu e minha família buscamos sempre conciliar bem a escola e o surf. Apesar de eu ter que treinar todos os dias, também tenho que estudar, pois o estudo é muito importante até mesmo para conseguir patrocinadores novos. E na minha escola tem um pessoal que me ajuda bastante: a minha tutora, Shyrlaine e também o professor  de Língua Portuguesa, Canniggia. Sempre que preciso, eles estão do meu lado. Assim como Jorge, o coordenador.

  1. Alguma vez você já teve medo de surfar?
    Eu tenho mais medo de surfar em ondas grandes, como foi em Maresias, onde eu tive de remar 10 minutos, para chegar no outside, como se fosse uma linha imaginária aonde quebram as ondas. Como as ondas estavam muito grandes, era dícil passar delas. Remar muito tempo me prejudicou bastante na bateria, tanto que acabei perdendo nessa ocasião. Com relação aos tubarões, eu tenho um certo medo. Eu sei que o mar é o habitat deles, então eles sempre vão estar lá. Mas eu tenho certeza de que eu tenho mais medo de surfar em ondas grandes.

  1. Como é o apoio de seus pais?
    Meus pais me apoiam muito tanto no surf como na escola e acho que é muito importante ter esse apoio. Meu pai está sempre comigo na praia, me filmando, dando suporte, e, quando chego em casa, olhamos o que eu errei e preciso melhorar. Nas competições, ele é meu técnico e me ajuda a ganhar todos os campeonatos que eu já ganhei. Minha mãe me ajuda em relação ao psicológico.

  1. Como foi o encontro com Gabriel Medina?
    Foi quando estive em Maresias, ano passado, no Grom Search Sub - 16. Acabei encontrando com o Medina por lá. A gente surfou junto em frente à casa dele umas 3 vezes, o que foi uma experiência incrível, pois eu pude ver meu ídolo surfando de perto, me ensinado várias coisas.”

  1. Além dele, você já conheceu outros ídolos?
    Sim, conheco o Ítalo Ferreira, de Bahia Formosa, que é da elite mundial do surf e que já foi da mesma equipe que eu, a Oakley. Conheço também o Jadson André que é daqui de Natal e que, inclusive, mora pertinho lá de casa. Sempre que ele volta de suas viagens internacionais, pois sempre está competindo em circuitos mundiais, a gente treina juntos, o que é muito importante, uma vez que ele passa uma experiência muito gratificante para mim.

            

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